Governança é capacidade de decidir
Uma governança efetiva conecta estratégia, responsabilidades, riscos, controles e informações para dar maior consistência às decisões e acompanhar sua execução. Uma governança efetiva permite que uma organização tome decisões relevantes com maior clareza sobre os objetivos que pretende alcançar, os riscos que está disposta a assumir, os limites que não pode ultrapassar e os mecanismos necessários […]
Decisão empresarial: quando governança, risco e jurídico precisam trabalhar juntos
Decisões empresariais relevantes não acontecem de forma isolada. Elas estão inseridas em uma estrutura de autoridade, responsabilidades, informações, processos, riscos e instrumentos jurídicos que precisam funcionar de maneira coerente. Quando essa estrutura existe apenas formalmente, a empresa pode possuir contratos, políticas, procurações, regimentos e procedimentos sem necessariamente ter clareza sobre quem pode decidir, quais informações […]
Agentes de IA e o Risco Tecnológico
Agentes de IA já executam ações, acessam dados e interagem com sistemas. Na prática, isso transforma o risco tecnológico em uma questão de GRC. Governar a autonomia significa definir mandatos, limitar acessos, testar vulnerabilidades, garantir rastreabilidade e estabelecer supervisão humana.
Declaração de Apetite ao Risco: Instrumento de Atualização de Gestão
A Declaração de Apetite a Risco não é um artefato protocolar elaborado apenas para cumprir exigências normativas ou responder a auditorias periódicas. Na rotina de quem estrutura a governança, ela atua como a bússola que filtra as oscilações do ambiente externo e organiza o processo decisório interno, integrando estrategicamente as três linhas de defesa. Uma […]
A Multa Recorde da ANPD ao TikTok: O Fim do “Compliance de Papel” e o Custo do Risco Mal Dimensionado
A sanção de R$ 153,7 milhões imposta pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) à ByteDance, controladora do TikTok, marca um ponto de inflexão definitivo para a governança corporativa no Brasil. O montante financeiro é expressivo, mas a verdadeira mensagem estratégica reside nos fundamentos técnicos e jurídicos da decisão: a autoridade não apenas puniu […]
Engenharia reversa de Compliance: da maturidade à implementação de um Sistema de Gestão de Compliance
Introdução A discussão sobre maturidade em Compliance frequentemente começa pela análise dos elementos formais existentes na organização. Políticas, procedimentos, treinamentos, códigos de conduta, canais de denúncias, processos de due diligence, matrizes de riscos e indicadores são utilizados como evidências da existência de um programa ou sistema. Esses pilares são necessários, mas não são suficientes para […]
Maturidade de Governança: quando estrutura, riscos e decisões passam a trabalhar juntos
Governança costuma ser associada às estruturas formais de uma organização: conselho de administração, diretoria, comitês, políticas, regimentos, controles e mecanismos de supervisão. Tal associação não está necessariamente errada, contudo, há um problema quando a existência dessas estruturas é confundida com a efetividade da governança. Uma organização pode ter estruturas formalmente estabelecidas e, ainda assim, apresentar […]
Governança madura é aquela que aprende com os riscos que controla
Introdução A existência de políticas, procedimentos, comitês e controles não é suficiente para demonstrar que uma organização possui uma governança madura. A questão mais relevante é: esses mecanismos efetivamente influenciam a forma como a organização decide e age? Essa pergunta aproxima a discussão sobre maturidade de governança de uma importante contribuição da teoria da administração: a aprendizagem […]
Gestão de riscos e a melhor abordagem para a decisão
A gestão de riscos não depende apenas de metodologias, mas da escolha adequada da técnica para cada contexto. A ISO 31010 apresenta diversas ferramentas, e sua aplicação deve considerar a natureza, criticidade e complexidade do risco, além dos dados disponíveis e do nível da decisão.
Proporcionalidade não significa simplificar indiscriminadamente, mas aplicar a profundidade necessária ao que está em jogo.
No fim, gestão de riscos não é preencher matrizes: é transformar incerteza em informação para melhorar a qualidade das decisões.
O verdadeiro custo do “sempre foi assim”
Na semana passada escrevi que as grandes crises corporativas não começam em um evento crítico. Elas nascem silenciosamente, quando pequenos desvios deixam de causar incômodo e passam a ser aceitos como parte da rotina. Ao longo desta semana, uma discussão sobre governança me fez perceber que essa reflexão estava incompleta. Afinal, pequenos desvios não permanecem […]