Engenharia reversa de Compliance: da maturidade à implementação de um Sistema de Gestão de Compliance

  Introdução A discussão sobre maturidade em Compliance frequentemente começa pela análise dos elementos formais existentes na organização. Políticas, procedimentos, treinamentos, códigos de conduta, canais de denúncias, processos de due diligence, matrizes de riscos e indicadores são utilizados como evidências da existência de um programa ou sistema. Esses pilares são necessários, mas não são suficientes para […]

Maturidade de Governança: quando estrutura, riscos e decisões passam a trabalhar juntos

Governança costuma ser associada às estruturas formais de uma organização: conselho de administração, diretoria, comitês, políticas, regimentos, controles e mecanismos de supervisão. Tal associação não está necessariamente errada, contudo, há um problema quando a existência dessas estruturas é confundida com a efetividade da governança. Uma organização pode ter estruturas formalmente estabelecidas e, ainda assim, apresentar […]

Governança madura é aquela que aprende com os riscos que controla

Introdução A existência de políticas, procedimentos, comitês e controles não é suficiente para demonstrar que uma organização possui uma governança madura. A questão mais relevante é: esses mecanismos efetivamente influenciam a forma como a organização decide e age? Essa pergunta aproxima a discussão sobre maturidade de governança de uma importante contribuição da teoria da administração: a aprendizagem […]

Gestão de riscos e a melhor abordagem para a decisão

A gestão de riscos não depende apenas de metodologias, mas da escolha adequada da técnica para cada contexto. A ISO 31010 apresenta diversas ferramentas, e sua aplicação deve considerar a natureza, criticidade e complexidade do risco, além dos dados disponíveis e do nível da decisão.

Proporcionalidade não significa simplificar indiscriminadamente, mas aplicar a profundidade necessária ao que está em jogo.

No fim, gestão de riscos não é preencher matrizes: é transformar incerteza em informação para melhorar a qualidade das decisões.

O verdadeiro custo do “sempre foi assim”

Na semana passada escrevi que as grandes crises corporativas não começam em um evento crítico. Elas nascem silenciosamente, quando pequenos desvios deixam de causar incômodo e passam a ser aceitos como parte da rotina. Ao longo desta semana, uma discussão sobre governança me fez perceber que essa reflexão estava incompleta. Afinal, pequenos desvios não permanecem […]

Compartilhamento de Informações Antifraude como Instrumento de Governança Corporativa

Nos últimos anos, a proteção de dados passou a ocupar posição central na agenda corporativa. Entretanto, um efeito colateral começou a surgir dentro das organizações: o receio de compartilhar informações, mesmo quando o ordenamento jurídico autoriza ou incentiva esse compartilhamento. Um estudo publicado em julho de 2026 pela ACAMS e pela Global Anti-Scam Alliance chama […]

Compliance para PME

Em estudo publicado no Journal of Financial Crime, Othman et al. (2020) analisaram casos judiciais envolvendo pequenas empresas da Nova Zelândia e constataram que esquemas de fraude permaneceram ocultos entre 1 e 12,5 anos, ocasionando prejuízos entre US$ 6 mil e US$ 590 mil, sendo que, em um dos casos, as perdas levaram ao encerramento das atividades da empresa.

Os fatores de risco mais recorrentes identificados na literatura incluem confiança excessiva nos colaboradores, ausência de segregação de funções, controles internos informais, contratações sem verificação prévia e baixo monitoramento. As principais ocorrências envolvem fraudes em contas a pagar, folha de pagamento, faturamento, manipulação de estoque e desvios de recursos para contas pessoais.

Compliance: uma estratégia exclusiva para grandes empresas. Será?

Durante décadas, o compliance foi tratado como um tema exclusivo das grandes empresas. A evidência empírica, porém, demonstra o contrário. Estudos sobre pequenas empresas revelam um padrão preocupante: fraudes internas ocorrem em diferentes setores, geralmente praticadas por empregados e gestores de nível intermediário, permanecem ocultas entre 1 e 12,5 anos e geram prejuízos consideráveis. Em […]

Integrando Due Diligence e Contratos para Mitigar Riscos Legais

A gestão de riscos jurídicos tornou‑se um imperativo estratégico diante de ambientes regulatórios voláteis e de novas normas, como a Diretiva Europeia de Combate à Corrupção (2026), e das sanções do OFAC que ampliam a responsabilização a empresas e pessoas físicas. Integrar due diligence contínua, governança contratual e monitoramento interdisciplinar — com patrocínio da alta gestão e atuação coordenada das primeiras duas linhas de defesa — é essencial para identificar passivos, prevenir desvios na cadeia de valor e transformar compliance em vantagem competitiva, reduzindo exposição a multas, restrições operacionais e danos reputacionais.